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fundamentos da moral.

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DIREITO: O que podemos exigir em conformidade com as leis ou a justiça.

LEI: Preceito ou regra estabelecida por direito; Norma, obrigação.

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1 de abr. de 2011

Morar Carioca

O programa de urbanização das favelas do Rio de Janeiro.

Eduardo Paes/Sérgio Magalhães* 
postado em 21/10/2010 16:05 h
atualizado em 21/10/2010 16:11 h

Morro da Providência, Zona Portuária.
(crédito: Arquivo)
Em julho lançamos uma meta: todas as favelas do Rio urbanizadas até 2020 através do programa Morar Carioca. Trata-se de um objetivo ousado que se compõe ao legado dos grandes eventos que a cidade sediará, como a Olimpíada de 2016.

Um dos primeiros passos desse projeto está sendo dado agora com o lançamento do concurso público, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil-RJ, com o objetivo de selecionar as equipes que elaborarão os projetos de urbanização de 260 das 378 favelas integrantes do programa.

No âmbito do Morar Carioca, urbanizar é tornar cidade.

A história do Rio, há mais de cem anos, é indissociável das favelas. No começo, foram consideradas efêmeras, que o desenvolvimento do país equacionaria. Lei de 1937 proibiu que o mapa da cidade incluísse suas favelas.

Quando ultrapassavam as centenas, passou-se à política de remoção compulsória. A reação social a inviabilizou. Não sem antes produzir grandes guetos localizados nas fraldas da cidade e que, após quarenta anos, ainda são lugares isolados e de muita pobreza.

Morar carioca também é na favela.

Todas as favelas vão ter intervenções de arquitetos até 2020. Mas o plano Morar Carioca também quer mexer nos bairros formais. A novidade é pensar a cidade como um todo, a que todos devem ter acesso. 

 Por Alexandra Lucas Coelho. 

Num edifício com mais de cem anos, que em tempos alojou os geradores para os bondinhos do Corcovado e do Pão de Açúcar, uma plateia de arquitectos está a ouvir dois sociólogos sobre como mudar o Rio de Janeiro. É um plano ambicioso, com o Mundial de Futebol de 2014 e, sobretudo, os Jogos Olímpicos de 2016 no horizonte. Mas não se esgota nisso: quer ir até 2020, constituindo todo "um legado social" das Olimpíadas. E, ao contrário de projectos anteriores, tem um nome deliberadamente genérico: Morar Carioca. Porque a proposta é pensar a cidade como um todo, favela e bairro formal. 

Morar Carioca - sustentabilidade ambiental para favelas até 2016

Fábio Motta / AE
Fábio Motta / AE
Mariana Costa, do R7 | 29/01/2011 às 06h00 (Fonte: R7)
Comunidades terão reciclagem, reaproveitamento de água da chuva e piso permeável
Com a audaciosa meta de urbanizar todas as comunidades do Rio nos próximos dez anos, o programa Morar Carioca entrou em sua segunda-fase nesta sexta-feira (28) com a expectativa de gerar grandes mudanças no uso do espaço, no cotidiano dos moradores e no visual de dezenas de favelas da cidade. 

Já estão definidas diretrizes para intervenções em transporte, saneamento e ambiente que serão comuns a todas as comunidades e incluem práticas sustentáveis de construção, reciclagem do lixo e reorganização do espaço urbano e melhorias como a criação de áreas livres em locais muito povoados.

2ª fase do Morar Carioca


RIO - A segunda fase do Morar Carioca - plano da prefeitura para urbanizar todas as favelas até 2020 - vai concentrar seus trabalhos em comunidades localizadas num raio de quatro quilômetros das futuras instalações olímpicas nas zonas Sul, Norte e Oeste. Nessa etapa, serão urbanizadas 216 favelas, divididas em 91 grupos. Para projetar as intervenções, orçadas inicialmente em R$ 2,6 bilhões e que atingirão 89.058 moradias, foram escolhidos 40 escritórios de arquitetura. Selecionados por concurso do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), os escritórios - que serão diplomados neta sexta-feira pela prefeitura - começam a trabalhar em março.
A ideia é encontrar soluções urbanísticas que ajudem a integrar as favelas à cidade formal, com abertura de ruas, construção de áreas de lazer e esporte, remoção de famílias de áreas de risco e melhorias habitacionais num espaço de 12,2 milhões de metros quadrados, o equivalente a 1.485 campos de futebol. A expectativa do secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, é que os primeiros projetos comecem a ter as obras licitadas em setembro e os trabalhos sejam iniciados em dezembro, durando dois anos. Nessas favelas, moram cerca de 312 mil pessoas.
- A meta é que a segunda fase esteja pronta até a Copa do Mundo de 2014 - disse Bittar.
Na Zona Sul, serão urbanizadas favelas como Chácara do Céu, no Leblon; Vila Parque da Cidade, na Gávea; e Ladeira dos Tabajaras, que tem trechos em Copacabana e Botafogo. Essas comunidades ficam nas imediações do núcleo Copacabana das Olimpíadas, onde serão realizadas competições de vôlei de praia, maratona aquática, triatlo, canoagem (Lagoa) e iatismo (Marina da Glória). O Morro dos Macacos, em Vila Isabel, que já tem uma UPP, e o Morro São João, no Engenho Novo, ocupado pelo Bope no início do mês, também integram a lista. Junto com a Mangueira e a Providência (incluídas na primeira fase do Morar Carioca) , as favelas ficam no raio de interferência do Maracanã, onde serão realizadas as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos e as provas de atletismo.
Previsto para receber as partidas de hóquei, o estádio de São Januário também terá o seu entorno revitalizado, uma vez que a Barreira do Vasco, em São Cristóvão, faz parte da lista. Já na região da Barra da Tijuca, que concentrará a maior parte das instalações olímpicas, como as vilas dos atletas e de mídia e o Parque Olímpico, foram incluídas favelas como Muzema e Tijuquinha, no Itanhangá; Mato Alto, na Praça Seca; e Pantanal, em Jacarepaguá. Nos arredores do núcleo de Deodoro, foram incluídas Vila Vintém, em Padre Miguel; Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho; Parque Furquim Mendes, no Jardim América; e Faz Quem Quer, em Rocha Miranda.
Segundo Bittar, os R$ 2,6 bilhões para a execução dos projetos estão sendo negociados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com o governo federal. A contrapartida da prefeitura seria de 20% dos recursos obtidos.
FONTE: O GLOBO ON LINE.

Morar Carioca: começam as obras nos Morros da Coroa e São José Operário

Foto: Aurelino Gonçalves
HABITAÇÃO

27/08/2010


A Prefeitura do Rio iniciou as obras de urbanização nos morros da Coroa (Santa Teresa) e São José Operário(Jacarepaguá), as primeiras comunidades beneficiadas com o início de intervenções depois do lançamento do Programa Morar Carioca, que prevê a urbanização de todas as favelas da cidade até 2020. Nas duas comunidades serão investidos quase R$ 50 milhões, beneficiando mais de 13 mil moradores.

O prefeito Eduardo Paes, ao lado do secretário municipal de Habitação, Pierre Batista, acompanhou de perto o início das obras nas duas comunidades. As intervenções incluem urbanização e implantação de infraestrutura, com a melhoria e ampliação das redes de água, esgoto e drenagem; abertura de novas vias e pavimentação; criação de praças, quadras esportivas e áreas de lazer; iluminação pública, paisagismo; e novo sistema de coleta de lixo. Além disso, nas duas comunidades serão construídos um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI), com capacidade para 120 crianças em cada unidade.

O secretário de Habitação, Pierre Batista, destacou que o Morar Carioca vai garantir infraestrutura e moradia digna para a população de baixa renda. “Esse é um programa muito importante para a cidade, pois prevê a urbanização de todas as favelas até 2020. Nesse projeto várias secretarias atuarão de forma integrada para garantir melhores condições a todos”.

De acordo com o prefeito, nos próximos dois anos a Prefeitura do Rio vai investir R$ 2 bilhões na urbanização de comunidades da cidade, através do Morar Carioca. “Esse programa não é só fazer obras. É um projeto que, acima de tudo, vai integrar as comunidades à cidade. Ele também envolve a conservação e manutenção daquilo que está sendo feito e irá definir parâmetros urbanísticos como acontece em qualquer lugar do Rio. Vamos fazer com que as regras da cidade passem a valer, além de implantar um sistema de monitoramento e controle de expansão”, esclareceu Paes, explicando que em cada comunidade haverá um Posto de Ordenamento Urbanístico e Social (POUSO).

No Morro da Coroa, serão investidos R$ 16,5 milhões em obras de urbanização e pavimentação, iluminação, construção de cinco praças, dois equipamentos de esporte e lazer, além de ampliação das redes de água e esgoto e da construção de um reservatório com capacidade para 400m³ de água. A previsão de conclusão das obras é de 18 meses. Já no Morro São José Operário, o investimento será de R$ 32 milhões e vai melhorar, principalmente, o sistema de drenagem, dando fim aos alagamentos constantes na comunidade. Além disso, serão realizadas obras de saneamento, construção de nove largos, sete praças, um Centro de Apoio à Comlurb e, ainda, melhorias na iluminação, paisagismo e coleta. As obras têm previsão de duração de 24 meses.

Segundo a moradora do Morro da Coroa, Joana D'arc Norberta da Silva, de 51 anos, é uma grande satisfação para todos receber as melhorias do Morar Carioca. “Essas obras vão trazer muitas vantagens e alegrias para todos nós porque, assim como eu, muita gente sofria com as chuvas que invadiam as casas e agora isso vai melhorar. A creche também será muito importante para todas as mães que precisam trabalhar e não têm com quem deixar seus filhos”, festejou a auxiliar de serviços gerais.

O programa Morar Carioca tem como objetivo urbanizar todas as comunidades do Rio até 2020, com um investimento total de R$ 8 bilhões, em parceria com os governos estadual e federal.